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Michelle Bolsonaro afirma que foi “apunhalada” e humilhada por Flávio Bolsonaro e escancara guerra política dentro do clã Bolsonaro
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Ex-primeira-dama afirma que perdeu espaço dentro do PL após divergências sobre alianças políticas e revela mágoa com o senador. Foto: Reprodução/ Instagram
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou públicas nesta terça-feira (24) as divergências que enfrenta dentro do Partido Liberal (PL) e revelou ter vivido momentos de desgaste político com o senador Flávio Bolsonaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou ter sido “apunhalada” e humilhada após discordâncias relacionadas às articulações do partido.
Segundo Michelle, o episódio teve início depois de um evento realizado no Ceará, no fim do ano passado, quando surgiram divergências sobre a possibilidade de aproximação do PL com o ex-governador Ciro Gomes. A ex-primeira-dama afirmou que sempre foi contrária à estratégia e lembrou das críticas feitas por Ciro ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos integrantes de sua família ao longo dos últimos anos.
Durante o pronunciamento, Michelle declarou que sua posição contrária à aliança acabou provocando um distanciamento dentro do grupo político. Ela afirmou que passou a perceber que sua participação deixou de ser valorizada e que entendeu não haver mais interesse em contar com seu apoio nas decisões da legenda.
Ao comentar a relação com Flávio Bolsonaro, Michelle disse que se sentiu profundamente desrespeitada. Em tom de desabafo, afirmou que foi “apunhalada” e humilhada, classificando o episódio como um dos momentos mais difíceis de sua trajetória política ao lado da família Bolsonaro.
As declarações evidenciam um cenário de tensão dentro do principal grupo de oposição ao governo federal e reforçam a existência de divergências internas em um período de reorganização do campo conservador para a disputa eleitoral. O episódio também amplia a exposição pública dos conflitos envolvendo lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não havia se pronunciado sobre as declarações feitas por Michelle. A manifestação da ex-primeira-dama repercutiu entre apoiadores e lideranças do PL, aumentando as especulações sobre os rumos da articulação política do grupo nos próximos meses.
Veja o vídeo no link abaixo:
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Governo Tarcísio autorizou banco ligado a Edir Macedo a operar crédito consignado para policiais militares de São Paulo
Convênio firmado durante gestão estadual levanta questionamentos após avanço das investigações – Foto: Gerado por IA Imagens: Agência Brasil / PR
O banco Digimais, controlado por Edir Macedo, está no centro de uma investigação da Polícia Federal após ter sido autorizado pelo governo de Tarcísio de Freitas a oferecer crédito consignado aos policiais militares do estado, mesmo em um cenário de fragilidade financeira da instituição.
A autorização foi concedida em meados de 2025 por meio de um credenciamento oficial do governo paulista, permitindo que o banco passasse a atuar junto aos cerca de 80 mil integrantes da Polícia Militar. O contrato firmado prevê a prestação do serviço até o ano de 2030, ampliando a presença da instituição no mercado de empréstimos descontados diretamente na folha salarial.
O crédito consignado se tornou uma das principais áreas de atuação do Digimais, representando uma parcela significativa da sua carteira financeira. Entretanto, a expansão dos negócios ocorreu paralelamente ao agravamento das dificuldades econômicas enfrentadas pelo banco.
Nos últimos meses, a instituição precisou receber um aporte milionário de seu controlador para atender exigências regulatórias impostas pelo Banco Central. Apesar da tentativa de reforçar a saúde financeira da empresa, os números mais recentes apontam um prejuízo superior a R$ 100 milhões no primeiro trimestre deste ano.
Além disso, uma operação financeira envolvendo um fundo de investimentos passou a ser alvo de apuração das autoridades federais. Os investigadores suspeitam que a movimentação tenha sido utilizada para elevar artificialmente o valor dos ativos da instituição.
Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, mobilizando dezenas de agentes para cumprir mandados judiciais em São Paulo. A ação inclui buscas, apreensões, quebra de sigilos bancários e fiscais, além do bloqueio de bens e valores que podem ultrapassar R$ 670 milhões.
O caso também reacendeu debates sobre a relação histórica entre o partido Republicanos e a Igreja Universal do Reino de Deus. Paralelamente, a Prefeitura de São Paulo também havia autorizado o Digimais a operar empréstimos consignados para servidores municipais, mas fontes ligadas ao mercado financeiro apontam que a procura pelos serviços despencou após a divulgação das notícias sobre a crise e a possível venda da instituição. A informação foi revelada pelo portal UOL.
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