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Deputada Benedita da Silva critica legado bolsonarista e aponta “bagunça administrativa” no Rio de Janeiro

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Deputada denuncia insegurança jurídica e cobra normalização das instituições no estado.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) fez duras críticas aos governos alinhados ao bolsonarismo no Rio de Janeiro, apontando o que classificou como um cenário de desorganização administrativa e insegurança jurídica que, segundo ela, tem prejudicado diretamente a população fluminense.

Em declaração pública, Benedita afirmou que acompanha com “profunda tristeza e indignação” os impactos deixados por essas gestões no estado. Para a parlamentar, o Rio vive um momento delicado, marcado por falhas na condução administrativa e pela ausência de estabilidade institucional.

A deputada também destacou que, enquanto os problemas se acumulam na esfera política, a população enfrenta dificuldades no dia a dia. Entre os principais pontos citados estão o aumento da violência e as longas filas no sistema público de saúde, que continuam afetando milhares de pessoas.

Segundo Benedita, o cenário atual demonstra a necessidade urgente de mudanças na forma como o estado vem sendo administrado. Ela defende que as instituições públicas retomem seu papel de servir à população com eficiência, transparência e responsabilidade.

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A parlamentar ressaltou ainda que é fundamental restabelecer a confiança da sociedade nas instituições, garantindo segurança jurídica e estabilidade política, fatores que considera essenciais para o desenvolvimento do estado.

Por fim, Benedita da Silva reforçou a importância de mobilização política e institucional para enfrentar os desafios atuais e construir um Rio de Janeiro mais organizado, seguro e com serviços públicos de qualidade para todos.

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Governador substitui comando da Casa Civil e escolhe Flávio Willeman para função estratégica no Rio de Janeiro

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Ricardo Couto promove nova dança das cadeiras e consolida controle sobre áreas estratégicas – Foto: Reprodução/ TV Globo

Em meio a um cenário de forte rearranjo político, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu mais um passo para redesenhar o núcleo de poder do estado ao substituir o comando da Casa Civil, ampliando o ritmo das mudanças no alto escalão e reforçando sua influência direta sobre as decisões estratégicas do governo.

Para assumir o cargo, foi escolhido Flávio de Araújo Willeman, que chega com forte bagagem jurídica e trânsito tanto no setor público quanto em instituições privadas. Ele substitui Marco Antônio Rodrigues Simões, que deixa a função, mas permanece no governo em outro posto estratégico.

Willeman, que atualmente também ocupa posição de destaque no Flamengo, construiu carreira sólida dentro da Procuradoria-Geral do Estado, onde atua há mais de duas décadas. Sua experiência inclui ainda passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, reforçando seu perfil técnico e jurídico para a função.

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A nomeação ocorre em um contexto de reformulação política conduzida por Couto, que vem promovendo uma verdadeira

“limpeza” em cargos considerados ligados à gestão anterior. A troca na Casa Civil é vista como peça-chave nesse processo, já que a pasta é responsável pela articulação política e pela coordenação das principais decisões do governo.

Mesmo após deixar o cargo principal, Simões não foi afastado do núcleo de poder. Ele foi realocado para o gabinete do governador, mantendo status de secretário, o que indica uma tentativa de preservar quadros experientes, ainda que sob nova configuração de comando.

As mudanças não se limitaram à Casa Civil. Nos últimos dias, Couto também determinou a saída de nomes considerados próximos ao ex-governador Cláudio Castro, incluindo figuras estratégicas da gestão anterior. A movimentação reforça a tentativa de consolidar um novo grupo político dentro da estrutura estadual.

Outro ponto de impacto foi a troca no comando do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre aplicações financeiras suspeitas, o que aumentou a pressão por maior controle e transparência na gestão dos recursos públicos.

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Além das exonerações, o governador interino anunciou um pacote de medidas voltadas à transparência, exigindo que órgãos estaduais apresentem, em prazo curto, um levantamento detalhado de contratos, despesas e quadro de pessoal. A iniciativa é interpretada como uma tentativa de dar respostas rápidas às críticas e reforçar o controle sobre a máquina pública.

Com essas ações, Ricardo Couto sinaliza que pretende não apenas administrar o estado de forma interina, mas também imprimir sua própria marca na gestão, reorganizando o centro de decisões e ampliando sua influência sobre áreas estratégicas do governo fluminense.

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