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Guerra entre facções e milicianos aumenta tensão em Rio das Pedras e expõe novas violência

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Ex-integrantes da milícia reforçam o tráfico em meio à escalada do conflito na Zona Oeste do Rio – Foto: Divulgação/ PMERJ

A disputa armada entre traficantes e milicianos em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ganhou novos capítulos nos últimos dias e tem provocado medo entre os moradores da região. A intensificação dos confrontos mobilizou forças de segurança e alterou a rotina de escolas, transportes públicos e serviços essenciais.

As investigações apontam que alguns antigos integrantes da milícia abandonaram o grupo paramilitar e passaram a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV), fortalecendo a ofensiva da facção criminosa na comunidade. A mudança de lado tem contribuído para ampliar a violência e dificultar o controle territorial.

No último sábado, uma operação da Polícia Militar terminou com a morte de três suspeitos após um intenso confronto na localidade conhecida como Caranguejo. Segundo as autoridades, os homens participavam das ações criminosas e atuavam na linha de frente da disputa entre os grupos rivais.

Durante a ocorrência, a polícia apreendeu um grande arsenal, incluindo dois fuzis, duas pistolas e cinco granadas. Um dos armamentos possuía uma inscrição que fazia referência a uma equipe ligada à região do conflito, indicando a organização dos criminosos na área.

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O Comando Vermelho tem avançado sobre territórios antes dominados pela milícia, utilizando bases instaladas em comunidades vizinhas, como Gardênia Azul e Muzema. A estratégia tem resultado em ataques constantes e no aumento da insegurança para a população local.

Os reflexos da guerra urbana atingiram diretamente os moradores. Linhas de ônibus precisaram ser desviadas preventivamente, enquanto diversas escolas suspenderam as aulas por questões de segurança. Em alguns momentos, criminosos chegaram a utilizar veículos do transporte coletivo para montar barricadas nas ruas.

Paralelamente aos confrontos, as forças de segurança descobriram dois cemitérios clandestinos em áreas de mata de Rio das Pedras. Restos mortais de pelo menos quatro pessoas foram encontrados, e a polícia agora trabalha para identificar as vítimas e responsabilizar os envolvidos, ampliando as investigações sobre a atuação das organizações criminosas na região.

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Operação da PM termina com a prisão de um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro

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Líder do tráfico no Muquiço foi localizado durante procedimento cirúrgico e acabou detido por equipes de inteligência – Foto: Reprodução

O traficante conhecido como “Coronel”, foi preso na noite desta segunda-feira (22) dentro do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A captura ocorreu após um trabalho de monitoramento realizado pelo setor de inteligência da Polícia Militar.

De acordo com as informações, os agentes descobriram que o criminoso estaria na unidade de saúde para realizar um procedimento cirúrgico. Com a confirmação da presença dele no local, policiais montaram uma operação para garantir a prisão sem colocar pacientes e profissionais em risco.

A área próxima ao centro cirúrgico foi isolada pelas equipes de inteligência, enquanto policiais do 41º Batalhão da Polícia Militar reforçaram a segurança ao redor do hospital para evitar qualquer tentativa de resgate.

Apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), “Coronel” é considerado chefe do tráfico de drogas da Favela do Muquiço, na Zona Norte da capital fluminense, e acumula diversas investigações e acusações criminais.

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Entre os crimes atribuídos a ele estão participação em organização criminosa, homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaças contra moradores da comunidade e envolvimento em desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres.

O nome de “Coronel” também aparece em investigações relacionadas à morte de uma jovem após um baile funk na comunidade da Coreia, em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. Familiares da vítima afirmam que ela teria sido assassinada após recusar um convite do traficante, e seu corpo teria sido abandonado em frente à residência da mãe.

As autoridades também apontam que, em 2019, o criminoso teria ordenado ataques contra viaturas blindadas do Exército Brasileiro durante uma ação na região, episódio que foi investigado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Com a prisão, “Coronel” ficará à disposição da Justiça. As forças de segurança continuam as investigações para identificar outros integrantes da organização criminosa e possíveis ramificações das atividades comandadas pelo traficante.

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