Saúde
Ministério da Saúde amplia estoque de antídotos e garante atendimento em todo o país para casos de intoxicação por metanol
Saúde
Ministério da Saúde reforça estoques contra intoxicação por metanol em todo o país – Foto: Reprodução/ SUS
O Ministério da Saúde recebeu 11.556 unidades de etanol farmacêutico para o tratamento de pacientes intoxicados por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. A doação foi feita pela empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos e garantirá que todos os 26 estados e o Distrito Federal contem com o antídoto. A distribuição das 10,3 mil unidades começou nesta terça-feira (14), enquanto outras 408 ficarão em estoque estratégico para eventuais emergências.
A produção do etanol farmacêutico foi autorizada e fiscalizada pela Anvisa, assegurando sua qualidade e segurança antes da liberação para uso. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa reforça a capacidade de resposta do SUS. “A doação garante apoio aos estados e atendimento a todas as pessoas que necessitam de cuidado. Nossa atuação segue a ciência e as orientações dos especialistas”, destacou. O produto se soma às 4,3 mil unidades já distribuídas em parceria com hospitais universitários federais e a Ebserh.
Além do etanol, o Brasil também recebeu, na última sexta-feira (10), 36 ampolas do antídoto fomepizol doadas pelo governo de Portugal, incorporadas ao estoque estratégico do SUS. O medicamento, raro e de alta eficácia, é utilizado no tratamento de intoxicações por metanol. O Ministério da Saúde ainda realizou a compra emergencial de 2,5 mil unidades do remédio junto a uma subsidiária japonesa, garantindo a disponibilidade do produto em tempo recorde.
De acordo com o último balanço, o país já registrou 213 notificações de intoxicação por metanol, sendo 32 casos confirmados e 181 em investigação. São Paulo concentra o maior número de ocorrências e também o maior número de óbitos confirmados. O Ministério da Saúde informou que as atualizações sobre o surto serão divulgadas três vezes por semana, sempre após as 17h, nos dias de funcionamento da Sala de Situação.
Saúde
Paraíba ultrapassa 16 mil atendimentos por ataques de animais em 2026 e Saúde alerta para risco de transmissão da raiva
Número de ocorrências cresce 5,2% no estado; autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação – Foto: Rizemberg Felipe/ Jornal da Paraíba
A Paraíba enfrenta um aumento nos registros de pessoas que procuraram unidades de saúde após sofrerem agressões de animais com potencial de transmissão da raiva. Entre janeiro e 5 de outubro de 2026, foram contabilizados 16.417 atendimentos, conforme levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB). O resultado representa um crescimento de aproximadamente 5,2% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando foram registradas 15.604 notificações.
O avanço de 813 ocorrências acendeu um sinal de atenção para os serviços de vigilância epidemiológica. Durante todo o ano passado, o estado somou 20.228 atendimentos relacionados à prevenção da raiva humana. Os dados deste ano mostram que a procura por assistência continua elevada, reforçando a necessidade de campanhas educativas e de medidas para reduzir os riscos de exposição à doença.
O levantamento estadual aponta que as 1ª, 6ª e 16ª Regiões de Saúde apresentam as maiores concentrações de notificações. Entre os atendimentos registrados em 2026, foram identificados 8.535 homens e 7.880 mulheres. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde publicou novas orientações destinadas à população e aos profissionais responsáveis pelo atendimento de pessoas expostas a animais suspeitos.
A raiva humana é uma infecção viral extremamente grave, que compromete o sistema nervoso e apresenta letalidade próxima de 100% após o aparecimento dos sintomas. A transmissão pode acontecer pelo contato da saliva de animais infectados com ferimentos ou mucosas, especialmente em situações envolvendo mordidas, arranhões contaminados e lambeduras. Cães e gatos estão entre os animais que exigem atenção, mas morcegos, raposas, primatas e outros mamíferos também podem transmitir o vírus.
A recomendação das autoridades sanitárias é que qualquer pessoa atingida por um animal potencialmente transmissor procure assistência médica, mesmo quando a lesão parecer superficial. Antes de chegar à unidade de saúde, o ferimento deve ser lavado imediatamente com água corrente e sabão. A equipe médica avaliará as circunstâncias da agressão e decidirá se existe indicação de vacinação, aplicação de soro antirrábico ou outras medidas preventivas.
Nos episódios envolvendo cães e gatos que podem ser acompanhados com segurança, a orientação prevê observação durante dez dias, conforme avaliação dos profissionais de saúde. Caso o animal apresente alterações suspeitas, morra ou desapareça, a conduta deverá ser reavaliada. Quando indicada, a vacinação pós-exposição normalmente envolve quatro aplicações, realizadas nos dias 0, 3, 7 e 14. Dependendo da gravidade e das características do contato, também poderá ser necessário administrar soro ou imunoglobulina antirrábica.
Para garantir assistência aos pacientes que necessitam de soro antirrábico, a rede estadual conta com unidades de referência em diferentes municípios. Em João Pessoa, estão entre os serviços indicados o Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho e o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Também integram a relação divulgada pela SES-PB unidades hospitalares em Campina Grande, Monteiro, Patos, Sousa e Cajazeiras, ampliando o acesso ao tratamento em diferentes regiões da Paraíba.
A prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar casos de raiva humana. A Secretaria de Saúde orienta os responsáveis por animais domésticos a manterem a vacinação antirrábica atualizada e evitarem situações que favoreçam o contato com animais desconhecidos ou silvestres. A população também deve comunicar aos órgãos municipais de zoonoses a presença de morcegos ou outros animais com comportamento incomum. A orientação central é não esperar pelo aparecimento de sintomas: diante de uma possível exposição ao vírus, procurar atendimento imediatamente pode salvar vidas.
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