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Especialistas apontam que mulheres negras têm menos oportunidades de tratar câncer do que brancas

Pesquisa mostra que, das mulheres que realizam a mamografia, só 24% são negras; mas 47% das pacientes com câncer avançado são negras

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Seminário organizado pela Secretaria da Mulher e pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – Foto: Carolina Souza / Câmara dos Deputados

Agência Câmara – Especialistas que participaram nesta quarta-feira (25) do seminário “Inovação, educação e cuidado com as mulheres no Outubro Rosa” concluíram que a questão racial é uma variável importante no acesso ao tratamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS).

O evento foi organizado pela Secretaria da Mulher e pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, como parte da Campanha Outubro Rosa.

Segundo pesquisa do Instituto Avon, entre as mulheres que realizam mamografia, só 24% são negras, mas 47% das pacientes que recebem o diagnóstico de câncer em estágio avançado são negras.

“As mulheres negras têm menos acesso aos exames de rastreamento que permitiriam um diagnóstico precoce, e portanto têm um estágio mais avançado no diagnóstico. Isso acaba se traduzindo, infelizmente, em uma letalidade maior”, alertou a diretora do instituto, Daniela Grelin.

Apesar da premissa de acesso universal ao SUS, segundo a integrante da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Damiana Bernardo de Oliveira, critérios como faixa de renda e raça segregam as mulheres na realização de exames preventivos, bem como no acompanhamento da evolução da doença. “Existe um fator na saúde que se chama racismo institucional e isso precisa ser enfrentado”, disse.

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Ela, que é epidemiologista, frisou que as mulheres mais diagnosticadas com câncer são brancas, mas as que mais morrem da doença as negras.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2021, mais de 18 mil pessoas morreram de câncer de mama no Brasil.

Câncer nas Favelas

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, de Camargo Barros, citou pesquisa realizada em favelas de todo o País em 2023, a qual demonstrou que os pacientes não têm acesso ao tratamento oncológico em razão da falta de creches e dos custos de locomoção para hospitais e de alimentação longe de casa.

Segundo esses dados, 44% das pessoas concordam que, se tivessem com quem deixar os filhos, poderiam cuidar melhor da saúde. “Para esses grupos mais vulneráveis que estão enfrentando inúmeras dificuldades do ponto de vista social, econômico, até cultural, a gente tem de fazer mais e diferente”, reforçou Holtz.

Nessa mesma linha, falou a consultora da saúde da mulher da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Gabriela Giacomini. “Por mais que a gente tenha uma política de saúde muito bem azeitada no que diz respeito ao diagnóstico, à prevenção e ao rastreio, a mulher muitas vezes não tem condições para ir até a unidade básica de saúde (UBS)”.

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Mulheres ribeirinhas

A deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA) citou o trabalho do Instituto Ercilia Nicodemos, que dispõe de quatro carretas para atender mulheres nas áreas ribeirinhas e rurais paraenses com a oferta de exames ginecológicos, além da mamografia. “Ainda há muito o que se fazer, mas estamos comprometidos com a luta contra o câncer”, disse a parlamentar.

Ela citou dados do Ministério da Saúde, pelos quais 20% das mulheres com idade entre 58 e 69 anos nunca realizaram mamografia. Das mulheres que realizam esse exame, 55% são diagnosticadas em estágios avançados da doença.

Recursos

A secretária nacional de Aquicultura, deputada licenciada Tereza Nelma, que atualmente trata um câncer em estágio de metástase, concordou que é preciso ampliar os cuidados de saúde da mulher. No entanto, reforçou que não faltam recursos, e sim fiscalização.

“Em 2019 e 2020, o Ministério da Saúde conseguiu R$ 150 milhões que foram distribuídos pelo Brasil para prevenção e diagnóstico do câncer de mama e do câncer de útero”, disse.

Renilce (C) citou exemplo de atendimento a mulheres ribeirinhas no Pará – Foto: Carolina Souza / Câmara dos Deputados

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Obra na ponte do Rio Cuiá provoca interdição de ladeira entre Mangabeira e Valentina, em João Pessoa

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Bloqueio será realizado das 7h às 18h para instalação de vigas de concreto; motoristas e passageiros de ônibus deverão utilizar rotas alternativas – Foto: Divulgação/Semob-JP

Motoristas que precisam circular entre os bairros Mangabeira e Valentina, na Zona Sul de João Pessoa, devem ficar atentos às mudanças no trânsito. Um trecho da ladeira que conecta as duas localidades ficará temporariamente interditado para permitir o avanço das obras de construção da ponte sobre o Rio Cuiá.

A interrupção do tráfego está programada para começar às 7h e seguir até as 18h. Durante esse período, equipes responsáveis pela obra realizarão o içamento de vigas de concreto, etapa que exige a utilização de equipamentos de grande porte e a suspensão da circulação de veículos na área.

Segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP), agentes de trânsito estarão posicionados em pontos estratégicos para organizar o fluxo de veículos e orientar os condutores. A operação também contará com viaturas e dispositivos móveis de sinalização para garantir maior segurança durante os trabalhos.
Motoristas terão caminhos alternativos

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Para reduzir os transtornos provocados pela interdição, a Semob-JP estabeleceu percursos alternativos. Quem sair de Mangabeira com destino ao Valentina poderá utilizar o acesso localizado no final da Avenida Alfredo Ferreira da Rocha, evitando o trecho onde estarão concentradas as máquinas.

Já os condutores que estiverem no Valentina e precisarem chegar a Mangabeira deverão seguir pela Rua Roberto Duarte de Lima. A orientação é que os motoristas redobrem a atenção à sinalização e considerem possíveis alterações no tempo de deslocamento.

O transporte coletivo será afetado pela operação. As linhas 1500, 5100, 2300, 3200, 9901 e E901 terão seus itinerários modificados temporariamente, passando por Nova Mangabeira e pela rodovia PB-008 enquanto durar a interdição.

Os ônibus que circulam em direção ao Valentina utilizarão a PB-008 e Nova Mangabeira, seguindo posteriormente pela Avenida Emília Mendonça Gomes. No percurso contrário, com destino a Mangabeira, os coletivos passarão por Nova Mangabeira e pela PB-008 antes de retornar ao trajeto habitual pela Avenida Josefa Taveira.

A intervenção faz parte das etapas de implantação da nova ponte sobre o Rio Cuiá, estrutura destinada a melhorar a ligação viária entre os bairros da Zona Sul da capital paraibana. A recomendação aos usuários do transporte público e motoristas é planejar os deslocamentos com antecedência para evitar atrasos durante o período de bloqueio.

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