Região Sudeste
Lindbergh sai em defesa do PIX e acusa bolsonaristas de estimular ataques dos EUA contra interesses do Brasil
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Deputado afirma que sistema de pagamentos brasileiro virou alvo de pressão internacional – Foto: Kayo Magalhães/ Agência Câmara
O deputado federal Lindbergh Farias elevou o tom nesta semana ao comentar a decisão do governo dos Estados Unidos de avançar com uma proposta que pode impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Para o parlamentar, a medida não representa apenas uma disputa comercial, mas também uma tentativa de pressionar o Brasil em áreas estratégicas, incluindo o sistema de pagamentos PIX, considerado uma das maiores inovações tecnológicas já desenvolvidas pelo país.
Segundo Lindbergh, o PIX revolucionou a forma como milhões de brasileiros realizam transações financeiras, ampliando a concorrência entre instituições, reduzindo custos para consumidores e oferecendo mais praticidade no dia a dia. Na avaliação do deputado, qualquer tentativa de questionar ou enfraquecer esse modelo deve ser encarada como uma afronta à soberania nacional.
A reação ocorreu após autoridades comerciais norte-americanas apontarem supostas preocupações relacionadas ao mercado digital brasileiro e aos serviços eletrônicos de pagamento. O relatório elaborado pelo governo dos Estados Unidos também menciona temas como propriedade intelectual, comércio eletrônico, produção de etanol e questões ambientais entre os fatores utilizados para justificar a possível aplicação de sanções comerciais contra o Brasil.
Durante suas declarações, Lindbergh afirmou que setores políticos alinhados ao bolsonarismo estariam contribuindo para fortalecer críticas internacionais contra o país. O deputado acusou integrantes da família Bolsonaro de promoverem, fora do Brasil, discursos que atacam instituições nacionais e decisões adotadas pelo Estado brasileiro, o que, segundo ele, abre espaço para pressões externas sobre interesses estratégicos do país.
Apesar da repercussão do caso, a tarifa anunciada pelos Estados Unidos ainda não entrou em vigor. Antes de qualquer decisão definitiva, o governo norte-americano deverá realizar consultas públicas e audiências para avaliar a adoção das medidas. Enquanto isso, o debate segue mobilizando autoridades brasileiras, que defendem a manutenção da autonomia nacional na definição de suas políticas econômicas e tecnológicas.
Veja o vídeo:
O PIX É DO BRASIL.
O governo Trump concluiu a investigação contra o Brasil e agora propõe um novo tarifaço de 25%, usando como um dos argumentos o suposto tratamento preferencial dado ao PIX frente a empresas americanas de pagamento. Tudo isso dentro do mecanismo da Seção 301 da… pic.twitter.com/srCYhiXuOT
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) June 2, 2026
Região Sudeste
Haddad diz que Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro não defendem os interesses do Brasil diante de Trump
Pré-candidato ao governo de São Paulo diz que sistema de pagamentos brasileiro incomoda grandes empresas norte-americanas – Foto: Gerado por IA
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad voltou ao centro do debate político após comentar as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia brasileira. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Haddad afirmou que os ataques ao Pix e a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros estão ligados aos interesses de grandes corporações internacionais que perderam espaço com o avanço do sistema de pagamentos criado pelo Banco Central.
De acordo com o petista, o Pix se consolidou como uma ferramenta que revolucionou as transações financeiras no Brasil ao oferecer praticidade, rapidez e baixo custo para milhões de usuários. Na avaliação de Haddad, o sucesso do sistema brasileiro passou a incomodar empresas que dominavam parte significativa do mercado global de pagamentos eletrônicos.
Durante a gravação, o ex-ministro argumentou que a medida anunciada por Trump não se limita a uma disputa econômica entre países. Segundo ele, as novas tarifas podem gerar impactos negativos em diversos setores da economia brasileira, atingindo atividades industriais, comerciais e produtivas que dependem das exportações para o mercado norte-americano.
Haddad também relacionou a ofensiva do governo dos Estados Unidos à atuação de lideranças políticas brasileiras alinhadas ao ex-presidente norte-americano. Sem poupar críticas, o petista afirmou que integrantes da família Bolsonaro e aliados políticos mantêm proximidade com Trump e não têm demonstrado firmeza na defesa dos interesses nacionais diante das pressões externas.
Ao abordar a importância do Pix, Haddad destacou que o sistema representa um avanço estratégico para o país, reduzindo custos para consumidores, empresas e pequenos empreendedores. Para ele, a ferramenta se transformou em um patrimônio nacional e simboliza a capacidade do Brasil de desenvolver soluções tecnológicas próprias e competitivas.
Encerrando sua manifestação, o pré-candidato ao governo de São Paulo defendeu a união da população em torno da proteção dos interesses econômicos do país. Haddad afirmou que o debate ultrapassa questões partidárias e envolve a defesa da soberania nacional, da inovação tecnológica e da geração de empregos para os brasileiros.
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