Região Norte
Marina Silva alerta que vitória de Flávio Bolsonaro pode abrir caminho para nova onda de destruição da Amazônia
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Marina denuncia riscos de retrocessos ambientais, avanço do garimpo ilegal e enfraquecimento dos direitos indígenas – Foto: Rogério Cassimiro/MMA
A possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) assumir a Presidência da República acendeu um sinal de alerta entre defensores do meio ambiente. A ex-ministra Marina Silva afirmou que o retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto poderá representar uma grave ameaça à Amazônia e comprometer políticas de preservação reconstruídas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, neste sábado (10), Marina advertiu que uma nova administração bolsonarista poderá intensificar práticas ambientais que, segundo ela, provocaram consequências devastadoras entre 2019 e 2022.
Para Marina, a disputa presidencial vai muito além das diferenças entre projetos econômicos e políticos. O resultado das urnas poderá definir o futuro das florestas brasileiras, a sobrevivência de comunidades tradicionais e a capacidade do país de enfrentar as mudanças climáticas. A ex-ministra considera que Flávio Bolsonaro representa a continuidade de uma orientação política que, em sua avaliação, trata a proteção ambiental como obstáculo à exploração econômica dos recursos naturais.
Um dos principais receios apresentados por Marina envolve a possibilidade de enfraquecimento dos mecanismos de fiscalização e combate aos crimes ambientais. Ela avalia que uma eventual vitória do candidato do PL poderá favorecer a expansão de atividades ilegais, especialmente o garimpo em terras indígenas, a exploração irregular de madeira e a ocupação de áreas protegidas. A ex-ministra também alerta para os riscos de aumento dos conflitos envolvendo povos indígenas, quilombolas e comunidades que dependem diretamente da floresta para sobreviver.
A preocupação tem como referência o cenário encontrado pelo governo Lula em janeiro de 2023, quando a administração federal precisou reorganizar estruturas de proteção ambiental e enfrentar a crise humanitária na Terra Indígena Yanomami. Desde então, o governo adotou medidas de fiscalização e combate ao desmatamento, com redução expressiva da devastação na Amazônia. Marina teme que esses resultados sejam comprometidos caso a política ambiental brasileira volte a seguir as diretrizes defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro ponto levantado pela ambientalista é a relação política entre a família Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Marina considera preocupante a possibilidade de o Brasil adotar uma postura de alinhamento excessivo aos interesses norte-americanos, especialmente em questões relacionadas à exploração de recursos naturais e à política climática. Na avaliação dela, a soberania brasileira poderá ser prejudicada caso decisões estratégicas sobre a Amazônia sejam influenciadas por interesses externos.
Mesmo diante da possibilidade de uma vitória de Lula no segundo turno, Marina reconhece que a preservação ambiental enfrentará obstáculos no Congresso Nacional. O fortalecimento de parlamentares conservadores, especialmente aqueles ligados ao agronegócio e à flexibilização das regras ambientais, poderá dificultar a aprovação de medidas de proteção. Entre os principais pontos de preocupação estão propostas capazes de reduzir garantias territoriais indígenas, modificar regras de licenciamento e ampliar atividades econômicas em regiões ambientalmente sensíveis.
As críticas de Marina também alcançam o campo institucional. Ela demonstra preocupação com declarações de Flávio Bolsonaro sobre mudanças constitucionais e uma suposta necessidade de redemocratização do país. Para a ex-ministra, propostas dessa natureza precisam ser examinadas com atenção, principalmente quando envolvem alterações nas regras de funcionamento das instituições e na duração dos mandatos presidenciais. Marina avalia que o retorno do bolsonarismo ao Executivo poderá colocar em risco não apenas políticas ambientais, mas também conquistas sociais relacionadas à educação, à segurança alimentar e à redução das desigualdades.
Apesar do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas recentes, Marina Silva mantém a expectativa de uma recuperação do presidente Lula na reta final da campanha. A ex-ministra pretende intensificar sua participação no debate público e chamar a atenção dos eleitores para as consequências ambientais e institucionais que atribui a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, ela considera que a mobilização dos eleitores será decisiva para definir os rumos do Brasil nos próximos quatro anos.
A discussão levantada por Marina coloca a proteção ambiental entre os temas centrais da reta final da disputa presidencial. Em um país que abriga a maior floresta tropical do planeta, decisões sobre fiscalização, desenvolvimento econômico e preservação terão consequências que ultrapassam as fronteiras nacionais. Para a ex-ministra, impedir novos retrocessos representa uma responsabilidade histórica. Sua mensagem é de que o Brasil precisa conciliar crescimento econômico, respeito às comunidades tradicionais e proteção dos recursos naturais, sem permitir que os avanços conquistados sejam novamente colocados em risco.
Região Norte
Com atuação no Acre e Sul do Amazonas, Sicredi é a Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil pelo 3° ano consecutivo
Instituição conquista o primeiro lugar no GPTW Brasil 2026 na categoria Gigantes e reúne mais de 50 mil colaboradores.
O Sicredi foi reconhecido como a Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil pelo 3° ano consecutivo, conquistando o 1° lugar no ranking Great Place To Work® (GPTW) 2026, na categoria Gigantes. A cerimônia de premiação foi realizada na noite de terça-feira (6), em São Paulo, reunindo algumas das principais organizações do país reconhecidas por suas práticas de gestão de pessoas e pela experiência oferecida aos colaboradores.
A conquista mantém a instituição na liderança nacional, após alcançar a primeira posição também em 2024 e 2025. O reconhecimento reflete uma estratégia que integra desenvolvimento humano, inovação, bem-estar, escuta ativa e oportunidades de crescimento profissional para mais de 50 mil colaboradores distribuídos em todo o país. Deste total, 101 estão no Acre, sendo 70% mulheres e 30% homens. Considerando os cargos de liderança, a proporção é a mesma, em que 70% deles são ocupados pelas mulheres.
Para Margareth Facirolli, gerente de Pessoas e Cultura do Sicredi, a conquista nacional demonstra a consistência da cultura da instituição e do cuidado com as pessoas. “Ser reconhecida pelo 3° ano consecutivo, como a melhor empresa para se trabalhar no Brasil é uma conquista que nos enche de orgulho. Mais do que alcançar esse reconhecimento, manter essa posição ao longo do tempo demonstra a consistência das nossas escolhas, da nossa cultura e da forma como cuidamos das pessoas”, afirma.
Ela acrescenta que esse resultado é construído diariamente por colaboradores e lideranças que acreditam no protagonismo, na colaboração e em relações baseadas na confiança e no respeito. “Celebramos essa conquista com alegria, mas também com a certeza de que, ao promovermos uma experiência cada vez melhor para as pessoas, fortalecemos a nossa capacidade de cumprir o nosso propósito e contribuir para uma sociedade cada vez mais próspera”, resume.
Propósito cooperativista
Com mais de 10,5 milhões de associados e presença em mais de 2 mil municípios brasileiros, o Sicredi busca reproduzir internamente os mesmos princípios que orientam seu modelo cooperativo de negócios. A instituição reúne mais de 90 cooperativas de crédito, tendo as pessoas como elemento central tanto na relação com os associados quanto na gestão dos colaboradores.
Para Daniele Schmidt, diretora executiva de Pessoas e Cultura do Sicredi, existe uma conexão direta entre essas duas relações. “Existe uma coerência entre o que fazemos externamente e o que praticamos dentro da organização. Nosso propósito é levar a prosperidade para as pessoas, o que cria um ciclo virtuoso: o associado reconhece o trabalho realizado, e o funcionário do Sicredi percebe que contribui para o avanço do associado e o fortalecimento da cooperativa”, afirma.
Seguindo esse propósito, em 2025, o Sicredi investiu R$ 409 milhões em projetos sociais e distribuiu R$ 3,4 bilhões em resultados para os associados. Nos municípios onde a instituição está presente, o Sicredi contribui para um incremento de até 10% no PIB e de 15% na geração de empregos, segundo pesquisa FIPE/OCB de 2024.
Cultura construída com escuta ativa
A escuta dos colaboradores faz parte da estratégia de gestão do Sicredi. Em 2026, mais de 45 mil profissionais participaram da Pesquisa de Clima, o equivalente a 93% do quadro. As avaliações orientam melhorias no ambiente de trabalho, como a ampliação das conversas de desenvolvimento entre lideranças e equipes.
A formação profissional também recebe investimentos, em 2025, foram mais de R$ 68 milhões destinados à educação corporativa. No primeiro semestre de 2026, os colaboradores concluíram mais de 800 mil horas de aprendizagem na plataforma Sicredi Aprende.
Tecnologia e bem-estar
Para apoiar o trabalho das equipes, cerca de 26 mil colaboradores utilizam diariamente ferramentas de Inteligência Artificial em atividades como aprendizagem e gestão de talentos. O cuidado com as pessoas inclui ainda telemedicina, apoio psicológico e terapia continuada.
A instituição também mantém programas de aceleração feminina e ações de diversidade e inclusão. No país, as mulheres representam 60% do quadro e ocupam 47% das posições de liderança. Entre as iniciativas está o Comitê Mulher, que reuniu 5,3 mil participantes em 2025 e contribuiu para a eleição de 85 integrantes dos conselhos de administração e fiscais das cooperativas.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10,5 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3,1 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, e algumas cidades de Goiás, o Sicredi está presente em 264 municípios e possui 363 agências, para o atendimento a mais de 1,7 milhão de associados.
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