Região Norte
Jorge Viana é reconhecido por Lula na Hannover Messe 2026 e destaca protagonismo do Brasil no cenário industrial global
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Após deixar ApexBrasil, Jorge Viana recebe reconhecimento de Lula e reforça aposta no Acre e no acordo com a Europa.
Mesmo após deixar a presidência da ApexBrasil, o ex-governador do Acre, Jorge Viana, participou da Hannover Messe 2026, realizada em Hanôver, considerada a maior feira industrial do mundo. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades internacionais.
Reconhecimento público e agradecimento de Lula
Durante a cerimônia de abertura, o presidente Lula fez questão de reconhecer publicamente o trabalho desenvolvido por Jorge Viana à frente da ApexBrasil, especialmente na articulação que levou o Brasil a ocupar posição de destaque como país-parceiro da feira.
O gesto foi interpretado por Viana como o coroamento de um esforço estratégico de inserção internacional do país.
“Eu trabalhei dois anos nesse projeto, estive aqui três vezes e agora nós temos mais de 300 empresários e 140 expositores, e é a maior participação da história do Brasil na maior feira industrial do mundo, que é em Hanover, na Alemanha, e, na abertura, o presidente fez questão de ressaltar o trabalho que eu fiz como presidente. Então, é missão cumprida. E agora, depois dessa feira, é cuidar do Acre e também garantir que o Acre possa se aproveitar desse acordo Mercosul-União Europeia, que começa a valer dia 1º de maio próximo”, afirmou.
Viana disse ainda, “eu vou trabalhar muito para que o Acre possa, no futuro próximo, beneficiar desse acordo com a Mercosul União Europeia para ter as nossas indústrias, os nossos produtos, vindo direto para a Europa”, finalizou.
Missão brasileira reforça presença internacional
A missão oficial à Alemanha, organizada pela ApexBrasil, tem como objetivo ampliar a visibilidade do Brasil no cenário global e fortalecer o posicionamento do país como destino de investimentos, inovação e negócios.
Além da participação na feira, o presidente Lula cumpriu agenda diplomática ao ser recebido pelo chanceler alemão Friedrich Merz no Palácio de Herrenhausen. A programação incluiu reuniões bilaterais, encontro com comitivas e jantar com lideranças empresariais.
A iniciativa também busca consolidar parcerias estratégicas e avançar em pautas globais, como reindustrialização, sustentabilidade, combate às desigualdades e enfrentamento das mudanças climáticas.
Brasil como país-parceiro da Hannover Messe
A edição de 2026 da Hannover Messe tem o Brasil como país-parceiro, condição que amplia a visibilidade da indústria nacional. A programação inclui o 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, principal fórum bilateral entre os dois países.
A expectativa é de assinatura de acordos em áreas como defesa, infraestrutura, energias renováveis, bioeconomia, tecnologia e inovação, além de pesquisas científicas.
Estrutura e relevância da feira
Fundada em 1947, a Hannover Messe reúne anualmente mais de 200 mil visitantes e cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países. O evento é referência global em tecnologia industrial, inovação e negócios.
O Pavilhão Brasil ocupa uma área de 2.700 m², organizada em seis eixos temáticos: transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial. Ao todo, são 140 expositores brasileiros, incluindo grandes empresas e cerca de 60 startups.
A feira acontece até o dia 24 de abril, às vésperas da entrada em vigor parcial do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para 1º de maio.
Relações comerciais em expansão
A Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa. Em 2025, o comércio bilateral entre os países movimentou US$ 20,9 bilhões. O país europeu também figura como um dos maiores investidores no Brasil, com estoque de US$ 38,5 bilhões.
Esse cenário reforça o potencial de ampliação de negócios e cooperação industrial, especialmente em setores de alto valor agregado.
Veja o vídeo:
Mesmo após deixar a presidência da ApexBrasil, o ex-governador do Acre, Jorge Viana, participou da Hannover Messe 2026, realizada em Hanôver, considerada a maior feira industrial do mundo. O evento contou com a presença do presidente Lula e de autoridades internacionais. pic.twitter.com/vWZj0hoIuG
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) April 20, 2026
Região Norte
Senador Alan Rick apoia projeto que reduz imposto para produtor que investe em preservação ambiental
Proposta reconhece ações ambientais como atividade rural e cria incentivo financeiro direto para quem protege a natureza
O debate sobre preservação ambiental ganhou um novo capítulo no Senado com o avanço de uma proposta que pode beneficiar diretamente produtores rurais que investem na proteção da natureza. O Projeto de Lei nº 3.784/2024 recebeu parecer favorável do senador Alan Rick e já foi aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).
A proposta estabelece que ações de preservação ambiental passem a ser oficialmente reconhecidas como atividade rural. Com isso, despesas com recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e proteção de matas ciliares poderão ser abatidas no Imposto de Renda.
Na prática, o produtor que investir na conservação do meio ambiente terá redução direta no valor do imposto a pagar. A medida cria um estímulo econômico claro para incentivar práticas sustentáveis no campo, alinhando produção e preservação.
Relator do projeto, Alan Rick destacou que a iniciativa corrige uma distorção histórica ao valorizar financeiramente quem já atua na proteção ambiental. Segundo ele, a proposta transforma a preservação em um benefício concreto, deixando de ser apenas uma obrigação.
O senador também ressaltou que o impacto da medida pode ser significativo para estados como o Acre, onde grande parte dos produtores já convive com práticas sustentáveis e depende diretamente dos recursos naturais para manter suas atividades.
Apesar do avanço, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde será novamente analisado antes de seguir para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.
Se aprovado definitivamente, o texto pode marcar uma mudança importante na forma como o país trata a relação entre produção rural e preservação ambiental, criando um modelo que recompensa quem protege em vez de apenas punir quem degrada.
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