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Vendas de milho estão travadas no mercado interno, e os preços do cereal passaram a apresentar movimentos distintos

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As vendas de milho estão travadas no mercado interno, e os preços do cereal passaram a apresentar movimentos distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea – com as quedas predominando.

Nas regiões onde o milho se desvalorizou, a pressão veio principalmente da retração de compradores, que se atentam ao avanço da colheita e ao menor ritmo das exportações. Além disso, alguns demandantes aguardam entregas de lotes negociados antecipadamente.

Em São Paulo, especificamente, a menor presença de compradores e a oferta proveniente de outros estados resultaram em desvalorizações em muitas praças do estado.

Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 2,2%, fechando a R$ 99,10/sc de 60 kg na sexta-feira, 6. Já nas praças onde o movimento ainda foi de alta – como Recife (PE), Barreiras (BA), Joaçaba (SC), Ponta Grossa (PR) e Marília (SP) –, a sustentação veio do maior interesse comprador e da resistência de vendedores em negociar novos lotes.

No Paraná, os valores foram sustentados especialmente por incertezas quanto à oferta – vale lembrar que este foi um dos estados mais atingidos por adversidades climáticas neste ano. Notícias Agrícolas

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Veja o Vídeo Abaixo: Deputada Perpétua Almeida alertou para os constantes reajustes do preço dos combustíveis. No município de Marechal Thaumaturgo, o litro da gasolina está custando R$ 9,10. “Nunca foi tão caro encher um tanque de um carro, moto ou de um motorzinho no Acre. A gasolina nunca esteve tão cara no Brasil quanto agora, no governo de Bolsonaro.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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