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Sucesso do ciclo reprodutivo das vacas de corte depende do escore ao parto e estação de monta
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Especialista da Trouw Nutrition destaca que o escore das vacas ao parto e durante a estação de monta são determinantes para o sucesso da cria – Foto: Reprodução
‘’A estação de monta já começou e agora é o momento de ‘plantar’ os bezerros que iremos ‘colher`, ou seja, desmamar em 2023. Agora é hora de voltar o foco para a cria”, destaca João Benatti, gerente de produtos para Ruminantes da Trouw Nutrition.
Uma medida muito conhecida e determinante para o sucesso da cria é Escore de Condição Corporal (ECC), que classifica o animal por meio de uma avaliação visual. “As chances da vaca emprenhar são maiores quando o ECC está adequado. Quando você olha o animal de lado e consegue identificar todas as costelas, classificamos ela como ruim (ECC abaixo de 3 em uma escala de 1 a 5). O bom é quando no máximo as duas últimas costelas estão aparentes, esse é o ECC 3. A partir daí teremos um animal com maior chance de emprenhar”, reforça Benatti.
O especialista da Trouw Nutrition destaca que uma vaca que vai ser emprenhada precisa estar bem. No melhor dos casos ela precisa estar ganhando peso. “Após parir ela começa a produzir leite, o que reduz seu ECC e logo depois ela entra na estação de reprodução. Com isso, é importante fazer ela parir bem para que, mesmo após essa perda, ainda esteja com ECC adequado. Nós sabemos que as vezes as coisas saem do controle e a vaca acaba parindo magra, entrando em estação com ECC inadequado. Nesse cenários precisaremos ajudá-la com uma suplementação proteico ou proteico energética para evitar que a taxa de prenhez seja muito ruim.
“A estação reprodutiva deve começar a ser preparada lá na desmama do bezerro, quando ela para de produzir leite e podemos recuperar seu ECC. O animal precisa passar a seca sem perder peso para parir com bom escore, resultando em uma boa vaca na estação de monta. Mas para esse ano já não é mais possível fazer isso, então temos que pensar como ajudar essa vaca magra a emprenhar”, indica o gerente da Trouw Nutrition.
João Benatti alerta que a alta taxa de prenhez não é conquistada de uma hora para outra, mas sim construída por meio do manejo e de ajustes na dieta. “O trabalho é diário, mas o resultado vem na forma de mais prenhezes e bezerros com alto ganho de peso”.
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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo
Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux
A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.
O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.
Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.
A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.
No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.
Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.
Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.
Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.
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