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Preço da soja no interior do estado do Rio Grande do Sul ultrapassou o valor do porto pela primeira vez na história
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O preço oferecido pelas indústrias no porto gaúcho de Rio Grande permaneceu inalterado – Foto: Reprodução
Agrolink – O preço da soja no interior do estado do Rio Grande do Sul ultrapassou o valor do porto pela primeira vez na história, de acordo com informações divulgadas pela T&F Consultoria Agroeconômica. O preço oferecido pelas indústrias no porto gaúcho de Rio Grande permaneceu inalterado em R$ 137,00/saca, sendo superado pelo preço do interior, algo raríssimo na história da soja gaúcha.
“No interior os preços também subiram dois reais/saca com as indústrias oferecendo no entroncamento ferroviário de Cruz Alta, Ijuí e em Passo Fundo, R$ 139,00/saca para final de setembro. Para pagamento em outubro os preços oferecidos também subiram R$ 0,50/saca para R$ 141,00/saca nestas praças”, comenta.
Em Santa Catarina, os preços oferecidos pelas Tradings no porto catarinense de São Francisco do Sul continuam elevados. “CIF São Francisco do Sul, para soja da safra 2019/20 com entrega em setembro R$ 132,00 com pagamento até 4/10; entrega em outubro e pagamento 5/11 R$ 132,30. Da safra 2020/21, entrega em abril e pagamento em05 de maio de 2021 R$ 117,50; entrega em maio e pagamento em04 de junho R$ 118,20; entrega em junho e pagamento em 05 de julho R$ 119,50; entrega em julho e pagamento em 05 de agosto R$ 120,50”, informa.
No Paraná, com forte queda do dólar, preços recuam 3 reais/saca em média. “No mercado de balcão o preço oferecido ao agricultor na região de Ponta Grossa continuou a R$ 110,00. Na tabela nº 1 acima pode-se ver os preços para os produtores em outras praças. No mercado de lotes, para entrega em setembro o preço recuou 3 reais/saca para R$ 131,00, em Ponta Grossa, pagamento final de setembro”, indica.
“No Mato Grosso do Sul, os preços da soja fecharam ao redor de R$ R$ 130,00 em Caarapó, R$ 13250 em Campo Grande, R$ 130,0 em Chapadão do Sul, R$ 132,50 em Dourados, R$ 33,00 em Maracaju, $ 133,50 em São Gabriel do Oeste e R$ 134,00 em Sidrolândia. No Mato Grosso, os preços giraram ao redor de R$ 130,00 em Campo Verde, R$ 124,00 em Lucas do Rio Verde, R$ 126,00 em Nova Mutum, R$ 130,00 em Primavera do Leste, R$ 132,50 em Rondonópolis, R$ 125,00 em Sinop e R$ 126,00 em Sorriso”, conclui.
E Veja Também no 3 de Julho
Veja o Vídeo Abaixo: Deputada Perpétua Almeida alertou para os constantes reajustes do preço dos combustíveis. No município de Marechal Thaumaturgo, o litro da gasolina está custando R$ 9,10. “Nunca foi tão caro encher um tanque de um carro, moto ou de um motorzinho no Acre. A gasolina nunca esteve tão cara no Brasil quanto agora, no governo de Bolsonaro.
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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo
Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux
A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.
O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.
Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.
A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.
No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.
Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.
Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.
Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.
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