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Minerais são essenciais da dieta de pets e a fonte precisa ser confiável. Especialista da Trouw Nutrition explica a ação

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Nem pouco nem em excesso. Especialista da Trouw Nutrition explica a ação de minerais no organismo de animais de companhia – Foto: Reprodução

Os tutores de pets estão sempre atentos às últimas novidades que prometem melhorar a qualidade de vida, a saúde e, claro, a longevidade dos animais de companhia. São inúmeras as formas de proporcionar bem-estar a eles. Um item importante é a oferta regular dos minerais essenciais para o bom funcionamento do metabolismo, explica Emily Baskerville, coordenadora de Negócios Petfood e Feed Additives da Trouw Nutrition. “Os minerais atuam de diferentes formas no organismo, como catalisadores e reguladores de reações orgânicas”, explica.

Emily alerta para o risco de excesso desses ingredientes na dieta dos animais, pois em alta dosagem são responsáveis por reações adversas, que levam a quadros de toxicidade. O contrário também merece atenção: doses consideradas baixas podem ocasionar quadros de deficiência, como peso reduzido, falta de apetite e deformações significativas nos ossos, por exemplo. “Vale destacar que a absorção de minerais está diretamente ligada. O excesso de um mineral pode causar a deficiência de outro”.

Ela ressalta que somente a presença de minerais nas rações não garante que eles desempenharão o seu papel, pois “entra em cena outro ponto de atenção: a biodisponibilidade dos minerais, ou seja, como eles serão absorvidos pelo metabolismo dos animais. Como exemplo, destaco as fontes de sulfato, que podem prejudicar a estabilidade de algumas vitaminas.”

“A fonte mais moderna de minerais que se tem conhecimento é chamada hidroxi-minerais. Com tecnologia de ponta, essa forma se mantém protegida e estável em contato com outros ingredientes do alimento devido a fortes ligações covalentes, sem que haja interações indesejadas, como a degradação das vitaminas. Seu uso proporciona mais segurança, rastreabilidade e menor risco de contaminações na dieta. Graças à sua estrutura química, a estabilidade em rações é maior quando comparado aos minerais inorgânicos”, esclarece a especialista.
Outra vantagem proporcionada pela sua estrutura química é sua baixa solubilidade, evitando assim que se dissociem, mantendo a integridade até chegar ao ambiente estomacal. Isso porque quando em contato com o pH, os hidroxi-minerais se dissociam e liberam íons gradativamente. “Esse processo de liberação gradual garante que o produto tenha maior biodisponibilidade, já que as perdas durante o processo e o trajeto desses minerais pelo trato gastrointestinal são minimizadas. Os hidroxi-minerais têm vantagens em relação aos outros minérios inorgânicos, pois esse tipo de mineral possui propriedades superiores de estabilidade e manuseamento”, conclui Emily.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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