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Micotoxinas da BIOMIN: 7 Mitos e Verdades sobre a Zearalenona na Produção de Aves

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As espécies avícolas geralmente são consideradas mais resistentes à ZEN que outras espécies animais, como os suínos. No entanto, pesquisas recentes demonstraram o perigo potencial dessa micotoxina em aves, com efeitos não apenas no trato reprodutivo, mas também em outros sistemas e órgãos.

Considerando que existe este e vários outros conceitos errados sobre esta micotoxina, você sabe o que é verdade e o que é mito quando falamos sobre a ocorrência de ZEN na produção avícola?

1 – A ZEN não tem uma alta prevalência em rações para aves (MITO)

De acordo com a Pesquisa Mundial de Micotoxinas da BIOMIN de 2020, 67% das amostras de ração para aves analisadas entre 2016 e 2020 estavam contaminadas com ZEN (Figura 1). É interessante observar que houve um aumento da prevalência da micotoxina e dos níveis médios de contaminação nos últimos três anos desse período (2018 – 2020).

Prevalência (%) Ano / Média de amostras positivas (ppb)

Figura 1. Prevalência (%) e concentração (números em vermelho, ppb) de ZEN em rações para aves entre 2016 e 2020.

Fonte: Pesquisa Mundial de Micotoxinas da BIOMIN, 2020

2 – A ZEN pode ser considerada um problema causado por uma única micotoxina em aves. (MITO)

O deoxinivalenol (DON) e as fumonisinas (FB) são produzidos principalmente por fungos do gênero Fusarium, o mesmo que produz a ZEN. Portanto, é comum encontrar essas micotoxinas combinadas. É fundamental avaliar a situação completa, uma vez que já foi comprovado que as micotoxinas têm efeitos sinérgicos negativos, o que representa um desafio para que os animais atinjam seu máximo potencial genético.

3 – As espécies avícolas são afetadas pela ZEN. (VERDADE)

As aves são capazes de converter a ZEN em α- e β-zearalenol (α- e β- ZEL). Felizmente, devido à sua rápida metabolização e excreção, as aves parecem ser mais resistentes em comparação a outras espécies, como suínos e vacas. No entanto, a ZEN ainda pode causar problemas.

4 – De todas as espécies avícolas, os frangos de corte são os mais sensíveis à ZEN. (MITO)

O α-zearalenol (α-ZEL) é considerado o metabólito mais tóxico da ZEN. Os perus jovens têm uma relação α-ZEL:ZEN significativamente mais alta em comparação aos frangos de corte, o que indica que mais zearalenona é metabolizada na forma tóxica α-ZEL, confirmando a hipótese de que os perus são mais sensíveis aos efeitos estrogênicos da micotoxina.

5 – A ZEN causa problemas reprodutivos em galinhas poedeiras e reprodutoras. (VERDADE)

A ZEN é conhecida por causar alterações no trato reprodutivo de galinhas poedeiras e reprodutoras. O efeito estrogênico da micotoxina se reflete em mudanças no trato reprodutivo de espécies avícolas. Nas fêmeas, as principais observações incluem a presença de cistos no oviduto, prolapso retal e inflamação do trato reprodutivo, enquanto em galos se observa uma redução do tamanho dos testículos. Além disso, alterações na casca e a ocorrência frequente de ovos quebrados podem indicar uma contaminação da ração de galinhas poedeiras e reprodutoras com ZEN.

6 – A ZEN só causa problemas reprodutivos em aves. (MITO)

A ZEN não só afeta o sistema reprodutivo das aves, mas também prejudica as funções imunológicas, induz o estresse oxidativo e afeta a saúde intestinal de frangos de corte. Um estudo recente demonstrou que a ZEN é responsável pelo aumento da conversão alimentar (CA) em frangos de corte durante uma contaminação natural por micotoxinas, mesmo em níveis inferiores aos recomendados pela UE. Isso se reflete também na correlação entre a ZEN e o desempenho zootécnico de frangos de corte.

7 – Os efeitos da ZEN em aves não podem ser evitados usando um adsorvente de micotoxinas. (VERDADE)

Devido à sua baixa polaridade, a ZEN é considerada uma micotoxina que não pode ser efetivamente adsorvida. Portanto, o uso de um adsorvente convencional não é eficaz para proteger os animais contra os efeitos da micotoxina. A pesquisa de novos métodos de controle revelou que as enzimas representam uma estratégia efetiva pela sua capacidade de degradar a molécula e convertê-la em metabólitos não tóxicos.

Fonte:  Avicultura

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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