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Em busca de produção eficiente, nutrição de precisão ganha cada vez mais espaço na cadeia de proteínas animais

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Determinar a composição exata dos ingredientes e rações é essencial para atender às necessidades nutricionais e otimizar os custos da produção animal

Campo Aberto – Mesmo diante da volatilidade dos custos dos grãos e demais insumos e matérias-primas para rações, o produtor não pode ser refém do vaivém do mercado em termos do conteúdo nutricional e qualidade da alimentação animal. “Um exemplo: os futuros da soja sobem forte na Bolsa de Chicago, além disso os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia continuam aparecendo em todos os mercados, em especial entre as commodities agrícolas”, informa Hector Martinez, Ph.D. gerente de Tecnologia e Inovação da Trouw Nutrition.

“Como avicultores, suinocultores, produtores de leite, carne bovina e até a indústria de pet food devem enfrentar esse complexo cenário? Se não conseguem controlar os custos ingredientes importantes, devem ter atenção especial ao conteúdo nutricional e à garantia da qualidade. Afinal, o raciocínio é oferecer as melhores matérias-primas disponíveis aos animais para que a produtividade seja a melhor possível. O inverso também é verdadeiro: se a ração oferecida contém ingredientes de baixa qualidade e valor nutricional, o desempenho será menor – incrementando significativamente a conversão alimentar, riscos de doenças, além do custo da produção por quilo produzido”, explica Martínez.

Nesse cenário, é perfeitamente possível controlar a qualidade das matérias-primas. Basta avaliar determinados parâmetros. Héctor Martínez informa que existem tecnologias que determinam e digitalizam seus valores nutricionais, inclusive utilizando smartphone. “Mais do que isso, o equipamento detalha sua composição, incluindo energia (qualquer que esta seja), aminoácidos totais e estandardizados, açúcares, cinzas como Ca, P, K etc. e outros nutrientes, permitindo planejar de forma assertiva as estratégias nutricionais”.

“Estou falando do NutriOpt On-Site Adviser (NOA), equipamento de análise bromatológica portátil que faz análises in loco e precisas das matérias-primas e rações. Além de atestar a qualidade dos ingredientes, ele é rápido e permite ajustes imediatos na formulação, melhor gerenciamento de estoque, maior poder de negociação com fornecedores e redução de tempo e custo para análises. É possível detectar erros de mistura no processo de fabricação das rações também”.

O NOA é um NIR portátil (Infravermelho Próximo) que encurta o processo de levar as amostras ou matérias-primas até o laboratório. Ele realiza a análise sem a necessidade da moagem prévia. “O resultado chega em menos de um minuto. Isso porque, após a digitalização das amostras, os dados são comparados com o banco global de dados do Masterlab, um dos melhores laboratórios de nutrição animal do mundo. Essa comparação define se o ingrediente está ou não dentro dos padrões de qualidade para cada ingrediente”.

O especialista da Trouw Nutrition também destaca que as margens para erros estão cada vez mais estreitas. “A nutrição de precisão está disponível e possibilita a ação corretiva imediata, porque cada dia na cadeia de produção das proteínas animais custa muito. Com NutriOpt On-Site Adviser, os produtores pagam pelo conteúdo nutricional e a qualidade, já que é possível avaliar no momento se estão dentro dos parâmetros. A tecnologia está disponível para aumentar o poder de decisão dentro da fazenda, evitar prejuízos e contribuir para maximizar a produtividade”, completa Héctor Martínez.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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