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“Dama do Agro”: conheça a história da mulher que é referência na pecuária e agricultura em Minas Gerais

Confira a entrevista com Liliane Queiroz, gestora das fazendas Primavera e São José, no município de Unaí (MG). Ela é produtora de grãos e carne com as raças Angus e Nelore

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Paixão pela pecuária da “Dama do Agro” – Foto: Divulgação

Giro do Boi – A “Dama do Agro” fez questão de vir ao estúdio do Giro do Boi e contar um pouco de sua história. Ela é Liliane Queiroz, gestora das fazendas Primavera e São José, no município de Unaí (MG). Assista ao vídeo abaixo e confira a entrevista.

Queiroz foi a entrevistada desta quinta-feira, 16, no quadro “Orgulho de Ser Pecuarista”.

Ela é bisneta, neta, filha, esposa, nora e mãe de produtores rurais, ou seja, corre nas suas e nas veias dos seus antepassados e sucessores o sangue nobre dos produtores rurais.

“Eu me orgulho de minha trajetória. Tenho orgulho de tudo que construí com a pecuária. A atividade me desafiou a quebrar todas as barreiras possíveis de uma mulher no campo”, diz Liliane.

Nas duas propriedade em que toma conta, conduz da produção de grãos, como a soja e o milho, e de carne bovina, a partir das raças Angus e Nelore.

Liliane foi uma das vencedoras do prêmio Mulheres do Agro 2021 – Foto: Divulgação

O título de “Dama do Agro” não é à toa. A pecuária é uma das grandes paixões da produtora rural.

“Sou pecuarista de paixão. Vou para o curral. Vou para a lida. Não sou pecuarista de fake, não”, diz Liliane.

Pela projeção que tomou em seu trabalho no campo, Queiroz sagrou-se tricampeã na categoria novilhas do Circuito Nelore de Qualidade da unidade Friboi de Ituiutaba (MG).

A produtora também foi uma das vencedoras do prêmio Mulheres do Agro 2021, conferido pela Bayer.

A força familiar por trás da Dama do Agro

O filho mais novo de Liliane, Gabriel, junto do sogro da produtora, Fábio Queiroz – Foto: Divulgação

Apesar de estar à frente da gestão das fazendas e na lida com o gado, Queiroz também conta com o apoio do esposo, Fabiano Queiroz, do seu sogro, Fábio Queiroz, e dos filhos Thiago e Gabriel.

“Trabalhamos juntos para aumentar a produtividade e produzir cada vez mais”, diz Liliane.

A união familiar é a força por trás dessa verdadeira dama do agro que está ajudando a alavancar a produção nas fazendas.

Liliane com seu esposo, Fabiano, e os filhos Gabriel e Thiago (à esq.) – Foto: Divulgação

Na atividade de pecuária, as fazendas trabalham no ciclo completo, com a cria, a recria e a engorda em confinamento.

“Temos ainda parceiros na desmama porque não conseguimos produzir todo o gado que a gente precisa”, diz Liliane.

O confinamento para a produtora é o que tem a desafiado a produzir com resultados melhores, aliando a genética e a nutrição animal.

Além do gado comercial, a produtora rural também se dedica a fazer a genética Nelore Puro de Origem (PO).

“Surgiu a ideia de fazer gado PO para atender a demanda da região por animais com melhoramento genético. Isso traz mais eficiência na produção da carne”, diz Liliane.

A produtora possui sua marca de tourinhos com a Nelore Dama que, aos poucos, vai ganhando espaço e referência na região de Unaí.

Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima para ver a história dessa grande mulher e produtora rural.

Liliane com o troféu da categoria de melhor novilhas do Circuito Nelore de Qualidade da unidade Friboi de Ituiutaba (MG). Foto: Divulgação

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Veja o Vídeo Abaixo: O Museu da República é um museu histórico cuja sede é o Palácio do Catete, situado no bairro do Catete, zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O Palácio do Catete é um importante exemplar da arquitetura neoclássica brasileira do final do século XIX. A missão do Museu da República é preservar, investigar e comunicar os objetos e documentos que testemunham a memória e a história da forma de governo republicana no Brasil. Integra a estrutura do Instituto Brasileiro de Museus, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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