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Com estratégia integrada, granja de suínos reduz o uso de antibióticos sem perder produtividade

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Trajetória da Granja Camari, vencedora do prêmio Agriness Melhores da Suinocultura, é exemplo para produtores que buscam se adequar às tendências do mercado de proteínas animais.

A demanda por alimentos de qualidade e segurança é crescente. Os consumidores querem saber o que estão colocando na mesa e entender cada etapa do processo de produção. “Para a cadeia de proteínas animais como um todo, o desafio é entender as exigências e adequar-se às necessidades do mercado de forma inovadora e sustentável”, ressalta Andréa Silvestrim, gerente de programa de Suinocultura da Trouw Nutrition.

“Como empresa de nutrição animal, nossa responsabilidade é desenvolver soluções e serviços que apoiem os produtores de animais. A redução do uso de antibióticos é uma demanda global e, atualmente, um dos maiores desafios. A boa notícia é que estamos alcançando ótimos resultados em granjas localizadas nas diferentes regiões do país. Um exemplo que nos orgulhamos muito é o da Granja Camari, vencedora do prêmio Agriness Melhores da Suinocultura, considerada uma das principais empresas da atividade, que a partir de uma estratégia bem definida, reduziu significativamente o uso de antimicrobianos na produção em um período de 24 meses, de forma prudente e sem comprometer o resultado”, explica Andréa.

Localizada em Cristais Paulista, no interior de São Paulo, a Camari é uma granja de ciclo completo com 1.120 matrizes ativas e abate médio de 3.300 animais por mês. Segundo Camilo Mendonça, diretor da empresa, desde o seu início, 25 anos atrás, o objetivo da granja sempre foi produzir com qualidade, eficiência e sustentabilidade.

“Em 2012 iniciamos o projeto com o objetivo de produzir carne com ainda mais qualidade e menor uso de antibióticos. A partir daí, mudamos todo o nosso pensamento sobre o negócio. O primeiro passo foi a biossegurança: adquirimos a área em Cristais Paulista para iniciar o projeto de uma granja livre de micoplasma, onde formamos nosso núcleo genético. Já em 2015 não recebíamos animais de fora, garantindo o primeiro estágio da biossegurança ao evitar a contaminação ‘focinho a focinho’. Ali também construímos barreiras sanitárias, passamos a ter um caminhão exclusivo para a transferência de ração e outro, também exclusivo, para a transferência de leitões entre as granjas”, explica Camilo Mendonça.

O diretor da Camari destaca que a retirada dos antibióticos foi apoiada por outras medidas importantes, como aquisição de animais certificados, protocolos de biossegurança, manejo diferenciado, estruturação dos protocolos de vacinação e nutrição de precisão.

“Nós, produtores, sabemos como a nutrição pesa no bolso – ela representa o maior custo no sistema de produção. Entendemos que uma nutrição de qualidade está diretamente ligada a desempenho esperado. A Trouw Nutrition nos oferece mais que produtos: são programas de modelagem, com os quais simulamos as condições ambientais, sanitárias, de manejo, genética e inclusão ou exclusão de determinados ingredientes. Com esses cenários, planejamos onde queremos chegar, tanto em desempenho zootécnico quanto em termos financeiros”, enfatiza Mendonça.

Andréa Silvestrim, da Trouw Nutrition, ressalta que a atenção em todas as etapas da cadeia produtivo é um diferencial da granja. “Na Camari, o cuidado começa com a escolha e a compra dos ingredientes, recebimento, armazenagem, análise e formulação da dieta. Com isso, conseguimos animais saudáveis e livres de contaminação. Aqui, a prioridade é a prevenção de doenças e de qualquer contaminação por micro organismos patogênicos e também o fornecimento do aporte necessário de vitaminas, aminoácidos, minerais e aditivos tecnológicos para os suínos terem boa resposta imune, deixando seu organismo preparado para enfrentar os desafios do início da vida produtiva. Não podemos deixar de destacar o trabalho importante realizado pela equipe de profissionais que realizam as tarefas da granja: consciência e responsabilidade alinhados ao propósito de reduzir o uso de antimicrobianos. As pessoas são peça-chave para um projeto dessa dimensão”, complementa a gerente da Trouw Nutrition.

“O desafio é constante, mas, para nós, a importância da redução do uso de antibióticos envolve não apenas a questão econômica mas também o bem-estar dos animais e, principalmente, a responsabilidade com os consumidores finais”, conclui Camilo Mendonça. Veja mais em Tribuna de Betim

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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