Região Sudeste
Ministra Gleisi Hoffmann rebate o governador Ronaldo Caiado: “não é certo esconder verdades”
Região Sudeste
Governador de Goiás alegou sofrer “retaliações” por parte do governo. Ministra destaca investimentos federais no estado – Foto: Câmara dos Deputados
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), contestou as acusações feitas pelo governador de Goiás e pré-candidato a presidente, Ronaldo Caiado (União Brasil), de que o presidente Lula (PT) estaria promovendo “retaliações” políticas contra sua gestão estadual. As declarações foram publicadas na coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Segundo Gleisi, não há qualquer tipo de discriminação por parte do governo federal em relação a estados cujos governadores fazem oposição ao presidente da República. “O governador Caiado tem todo o direito de fazer oposição a quem ele quiser, mas não é certo dizer que é perseguido nem esconder verdades da população de Goiás”, afirmou a ministra.
A ministra ressaltou que o estado de Goiás está sendo beneficiado por diversas iniciativas do governo federal. Um dos exemplos destacados é a renegociação da dívida do estado com a União, que resultará em um alívio fiscal de R$ 5,2 bilhões. Além disso, Gleisi afirmou que o governo federal também arcou com R$ 2 bilhões em dívidas do estado com terceiros que não foram quitadas pela gestão estadual nos últimos dois anos.
Outro ponto mencionado por Gleisi é o aumento dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para a assistência farmacêutica em Goiás. Os valores saltaram de R$ 13 milhões em 2022 para R$ 21 milhões em 2024, com previsão de chegarem a R$ 25 milhões neste ano. Ela também citou o apoio da União para a construção do Hospital do Câncer, em terreno cedido pelo governo federal. No entanto, segundo a ministra, a obra não avançou porque “o governador Caiado se recusou a fazer licitação para ter direito de receber a verba federal”.
Gleisi ainda lembrou que foi o presidente Lula quem autorizou a concessão da chamada Rota Verde, leiloada no final de 2024, ligando as cidades de Goiânia, Rio Verde e Itumbiara.
As declarações foram uma resposta direta à entrevista em que Ronaldo Caiado classificou a gestão petista como “um governo de fofoca”. O governador alegou estar sendo vítima de retaliações por parte de Lula, incluindo o suposto veto do Ministério da Fazenda a um financiamento de R$ 700 milhões pelo Banco Mundial, recurso que seria utilizado em projetos estruturais.
“É um governo de fofoca, de ti-ti-ti para cá, de ‘vamos perseguir o estado de Goiás’, ‘vamos tirar Goiás da licitação das rodovias federais porque o governador de Goiás é contra nós’”, disse Caiado. O governador também reclamou da suposta ausência de repasses federais para a saúde e do fato de o Hospital de Águas Lindas estar sendo financiado exclusivamente pelo estado.

Região Sudeste
Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal monitoram rotas de fuga do ex-presidente Bolsonaro
Uma possível fuga de Bolsonaro está no radar da Polícia Federal e do STF – Arte: @PTBrasil
A Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) seguem monitorando possíveis rotas de fuga que o ex-presidente Jair Bolsonaro pode escolher para escapar da cadeia. Segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, o país governado pelo anarcocapitalista Javier Milei pode ser uma das opções para o capitão da extrema direita. “Um dos cenários possíveis é uma fuga por terra pela fronteira com a Argentina”, afirma Sadi.
“Os investigadores ouvidos pelo blog avaliam que, uma vez no país vizinho, governado pelo aliado Javier Milei, Bolsonaro fugiria para os EUA, onde está Eduardo Bolsonaro, que pediu licença do mandato de deputado alegando temer ser preso no Brasil”, acrescenta a jornalista da GloboNews.
Ainda de acordo com Sadi, a PF se prepara para mobilizar agentes a fim de fiscalizar as fronteiras do Brasil com a Argentina. Um dos ministros consultados pelo blog afirma ter “certeza” de que o primeiro destino de Bolsonaro seria mesmo o país vizinho. Depois, o extremista de direita seguiria de jatinho para os Estados Unidos.
Na quinta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, intimou a defesa de Léo Índio, primo dos filhos mais velhos de Bolsonaro, a dar explicações sobre sua fuga para a Argentina. Ele é réu por crimes relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em vídeo divulgado há dois dias, na fronteira com o Paraná, Índio aparece ao lado do corretor Gilberto Ackerman, condenado pela suprema corte.
Fuga para o Paraguai
Apuração de @ValdoCruz: integrantes do Supremo listaram hipóteses de possíveis rotas em caso de uma eventual tentativa de fuga do ex-presidente Bolsonaro. Para eles, Argentina e Paraguai seriam destinos viáveis, já que não exigem passaporte e permitem uma convivência na… pic.twitter.com/lTSUe1Okut
— GloboNews (@GloboNews) March 27, 2025
Apuração do jornalista Valdo Cruz, também da GloboNews, aponta para a possibilidade de outras rotas de fuga. De acordo com ele, integrantes do STF listaram uma série de destinos para Bolsonaro. Por não precisar de passaporte, assim como no caso da Argentina, o ex-presidente poderia simplesmente escolher o Paraguai.
“No caso dos EUA, possibilidade dependeria de um acerto de Eduardo Bolsonaro com Donald Trump. Também foi mencionado um possível apoio da Hungria, país cuja embaixada em Brasília já acolheu Bolsonaro anteriormente”, explica Cruz.
“Estratégia de golpe continuado”
Por meio das redes sociais, o deputado federal Rogério Correia (MG) lembrou das solicitações que fez à Justiça para evitar a fuga do capitão da extrema direita ao exterior. Correia menciona expressamente a “estratégia de golpe continuado” adotada pelos Bolsonaro.
“Medidas que solicitei ao STF para não permitir a fuga anunciada de Bolsonaro: tornozeleira eletrônica, proibição de se aproximar de embaixadas e só sair de Brasília com autorização judicial. Se o réu fugir, será para dar continuidade à estratégia de golpe continuado”, publicou Correia.
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