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Presidente Lula e premiê da Croácia defendem acordo Mercosul–União Europeia e reforçam agenda pela paz global
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Em encontro internacional, Lula e premiê da Croácia defendem urgência do acordo Mercosul–União Europeia – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, durante agenda internacional realizada paralelamente à Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia. O encontro serviu para aprofundar o diálogo político e econômico entre os dois países.
Na conversa, os líderes destacaram a relevância estratégica do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, defendendo que o tratado entre em vigor o quanto antes. Segundo eles, a parceria ganha ainda mais importância diante do crescimento do protecionismo e de medidas unilaterais que ameaçam o comércio global.
Lula ressaltou que o fortalecimento das relações multilaterais é fundamental para garantir estabilidade econômica e desenvolvimento sustentável. Plenković concordou, afirmando que a cooperação entre América do Sul e Europa pode abrir novas oportunidades de investimentos, gerar empregos e ampliar o intercâmbio tecnológico.
Além da pauta econômica, os dois governantes abordaram temas ligados à paz e à segurança internacional. O presidente brasileiro voltou a criticar o alto volume de recursos destinados a armamentos e defendeu o reforço do multilateralismo, com papel mais ativo da Organização das Nações Unidas na mediação de conflitos e na promoção do diálogo entre as nações.
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Presidente Lula oficializa aumento salarial para 2026, moderniza carreiras e bloqueia medidas consideradas de alto impacto fiscal
Presidente mantém aumento para carreiras do Legislativo e do TCU, porém barra escalonamentos até 2029 e vantagens consideradas irregulares – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula oficializou mudanças nas carreiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União, ao sancionar parcialmente projetos aprovados pelo Congresso Nacional. As novas leis garantem reajuste salarial para 2026 e promovem alterações estruturais nas funções, mas também trazem vetos a pontos considerados sensíveis do ponto de vista fiscal.
Presidente mantém aumento para carreiras do Legislativo e do TCU, porém barra escalonamentos até 2029 e vantagens consideradas irregulares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou parcialmente três leis aprovadas pelo Congresso que tratam da reestruturação e do reajuste salarial de carreiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União.
As novas normas garantem recomposição remuneratória em 2026 e promovem mudanças administrativas nas carreiras, mas o presidente vetou trechos que previam aumentos automáticos até 2029 e benefícios que poderiam gerar despesas acima do permitido pela legislação fiscal.
As sanções e os vetos foram oficialmente publicados no Diário Oficial da União, na edição desta quarta-feira (18).
Aumento confirmado para 2026 e mudanças nas carreiras
Entre os pontos mantidos pelo governo está o reajuste salarial válido exclusivamente para 2026 nas três instituições. Também foram sancionadas medidas como:
- substituição das antigas gratificações pela nova Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), com caráter remuneratório e sujeita ao teto constitucional;
- reconhecimento formal das carreiras como típicas de Estado, reforçando a segurança jurídica dos servidores;
- no caso do TCU, ampliação do número de cargos, elevação de funções de confiança e exigência de nível superior para todos os postos.
Segundo o Planalto, as mudanças buscam modernizar a estrutura funcional e alinhar as carreiras às necessidades atuais da administração pública.
Vetos miram responsabilidade fiscal e teto constitucional
Por outro lado, Lula retirou dispositivos que criariam despesas futuras sem garantia orçamentária. Foram barrados:
- reajustes escalonados para 2027, 2028 e 2029;
- autorização para pagamentos retroativos de despesas continuadas;
- criação de licença compensatória para cargos comissionados, com possibilidade de conversão em dinheiro;
- regras específicas de cálculo para aposentadorias e pensões consideradas incompatíveis com a Constituição.
No caso da licença compensatória, o governo avaliou que o benefício poderia resultar em remunerações acima do teto do serviço público, hoje fixado em R$ 46.366,19, especialmente em situações de acúmulo de atividades como plantões, auditorias e sessões noturnas.
De acordo com a justificativa oficial, a retirada dos reajustes futuros atende à Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias para além do período do mandato presidencial sem cobertura financeira assegurada.
Com isso, o Executivo mantém o aumento previsto para 2026, mas evita amarrar os próximos governos a compromissos salariais e indenizações consideradas de alto impacto para as contas públicas.
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