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Marina Silva alerta para retrocesso ambiental após Congresso desmontar lei de licenciamento
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Mudanças na lei ambiental criam crise jurídica e ameaçam acordo Mercosul–UE, alerta Marina Silva – Foto: Facebook/ Marina Silva
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, manifestou forte preocupação com os impactos que as recentes mudanças na legislação ambiental podem causar às relações internacionais do Brasil. A reação veio após o Congresso Nacional derrubar 52 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na nova lei de licenciamento ambiental, decisão que, segundo ela, cria incertezas e pode afetar diretamente o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Durante entrevista ao Jornal da CBN, Marina destacou que o tratado vinha sendo negociado com base no conjunto de normas ambientais anteriormente vigente. Ela lembrou que o Parlamento Europeu acompanha de perto os indicadores brasileiros na área ambiental, como a queda no desmatamento, o avanço no combate às queimadas e as ações de desintrusão em territórios indígenas — pontos considerados fundamentais para a aprovação do acordo.
A ministra alertou que a retirada dos vetos gera um ambiente de instabilidade jurídica que pode comprometer a credibilidade do país. Para ela, a alteração abrupta das regras enfraquece os fundamentos legais que sustentavam as políticas que vinham garantindo resultados positivos. “O Estado só pode agir quando a lei oferece respaldo. Se a legislação retira esse suporte, fica muito mais difícil manter a proteção dos biomas e enfrentar problemas graves como erosão, queimadas e avanço do desmatamento”, afirmou.
Marina também lembrou que o governo federal já havia realizado uma análise técnica cuidadosa do texto antes de decidir pelos vetos, preservando apenas os trechos considerados fundamentais para assegurar a integridade do processo de licenciamento. Segundo ela, o Executivo avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal para reverter parte das mudanças, mas ainda aguarda pareceres e observa ações semelhantes já protocoladas por organizações da sociedade civil.
Ao comentar a tensão institucional provocada pela derrubada dos vetos, Marina procurou afastar a discussão da lógica de confronto político. Para a ministra, o debate deve colocar a população no centro das preocupações, especialmente em um cenário de agravamento dos eventos climáticos extremos. “Não se trata de disputa entre Poderes. Desmontar a legislação ambiental não é uma retaliação ao governo; é um prejuízo direto à sociedade, que fica mais vulnerável diante de enchentes, ondas de calor, incêndios e até fenômenos inéditos, como tornados registrados recentemente no Brasil”, concluiu.
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Márcio Bittar passa vergonha na CCJ ao tentar defender golpistas e leva reprimenda histórica de Otto Alencar
Veja o vídeo:
A participação do senador acreano Márcio Bittar (PL-AC) na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta quarta-feira (10) terminou em constrangimento público e expôs, mais uma vez, a estratégia fracassada de setores da extrema direita de tentar reescrever os fatos do 8 de janeiro. Ao tentar transformar a audiência em um ato de absolvição dos condenados pelos ataques à democracia, Bittar acabou sendo duramente desmentido e repreendido pelo presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), que desmontou ponto por ponto da narrativa do acreano.
Bittar insistiu em pintar os envolvidos nos atos golpistas como vítimas, defendendo a tese de que haveria “inocentes pagando por um crime que não cometeram” e insinuando abusos do Supremo Tribunal Federal. O discurso, carregado de revisionismo e frases de efeito, não só ignorou a gravidade dos ataques de 8 de janeiro como tentou colocar os responsáveis pela depredação das instituições na condição de perseguidos políticos, a velha cartilha bolsonarista que Bittar insiste em reciclar.
A tentativa, porém, foi rapidamente rebatida. Otto Alencar, visivelmente indignado com o rumo da fala, interrompeu o colega e expôs o grau de irresponsabilidade do discurso de Bittar. Em tom firme, Otto o desafiou a provar supostas “pressões do STF”, afirmando que não aceita intimidações e que nenhum senador sério compactua com esse tipo de insinuação vazia. O baiano deixou claro que Bittar tentava sustentar uma farsa política sem qualquer lastro nos fatos.
Em seguida, Otto tocou no ponto que mais constrangeu o senador acreano: sua tentativa de comparar o 8 de janeiro à ditadura militar. Lembrou que quem viveu o regime sabe o peso real das violações daquele período, mortes, torturas, cassações, e que nada disso se aproxima do que ocorreu com quem tentou derrubar a democracia em 2023. “Vossa Excelência não viveu aquilo. Leu de forma simplória”, afirmou, expondo a superficialidade histórica que sustenta o discurso de Bittar.
A reprimenda encerrou qualquer tentativa de Bittar de avançar com sua narrativa. Otto Alencar deixou registrado que não aceitará o uso distorcido da memória da ditadura para justificar ações golpistas contemporâneas. Bittar, que entrou na sessão tentando protagonismo, saiu isolado, desmoralizado e com mais um episódio de desgaste político acumulado em Brasília.
Senado desmonta discurso golpista de Márcio Bittar – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado
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