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Operação Munduruku avança no combate ao garimpo ilegal e entra em nova fase, no Pará
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Operação de Desintrusão da Terra Indígena Munduruku mobilizou força-tarefa composta por diversos órgãos federais – Foto: Divulgação/ Secom-PR
A primeira fase da Operação de Desintrusão da Terra Indígena Munduruku (OD-TIMU), no Pará, foi concluída nesta semana, consolidando uma das maiores investidas do Governo Federal contra o garimpo ilegal na Amazônia. Em quase três meses de atuação, a operação causou um prejuízo de R$ 112,3 milhões às atividades ilícitas, com a destruição de equipamentos e a interrupção da logística que sustenta a mineração ilegal na região.
Coordenada pela Casa Civil, a OD-TIMU mobilizou uma força-tarefa composta por diversos órgãos federais, incluindo os Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Defesa e dos Povos Indígenas, além do Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, IBAMA, ICMBio, FUNAI, AGU, ABIN, Censipam, SECOM, ANAC, ANTT e ANP.
A operação foi realizada com base na ADPF 709, ação movida no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a proteção de povos indígenas contra invasões e impactos ambientais, incluindo o avanço do garimpo ilegal. A decisão da Corte determinou a retirada de invasores de terras indígenas, reforçando a necessidade de ações como a OD-TIMU para a preservação dos territórios protegidos.
Desde o início da operação, em novembro de 2024, foram realizadas 523 ações de fiscalização e repressão, resultando na inutilização de 90 acampamentos, 15 embarcações, 27 máquinas pesadas, 224 motores e 96.130 litros de óleo diesel, além da apreensão de mercúrio e ouro ilegal. Multas aplicadas somaram R$ 24,2 milhões.
As ações das forças de segurança desarticularam importantes bases de apoio ao garimpo, dificultando a manutenção das atividades clandestinas e forçando muitos invasores a deixarem a área.
Além das ações de desintrusão, a Polícia Federal intensificou a repressão ao comércio ilegal de ouro, com operações que resultaram na apreensão de grandes quantidades do minério, desarticulação de redes criminosas e cumprimento de mandados de prisão e busca em diversos estados. As investigações indicam que o ouro extraído ilegalmente na Amazônia abasteceu um mercado clandestino estruturado para burlar a fiscalização.
Com o encerramento da primeira fase, a Operação Munduruku continuará em novas etapas para garantir a completa retirada dos invasores e impedir o retorno das atividades ilegais na Terra Indígena Munduruku. Ainda nesta sexta-feira (31) será realizada uma reunião geral na base operacional de Jacareacanga, onde os resultados da primeira fase serão apresentados às lideranças indígenas e às instituições envolvidas. Já no dia 1º de fevereiro, uma coletiva de imprensa será realizada na sede do ICMBio, em Itaituba, para divulgar os avanços e os próximos passos da operação.
O Governo Federal reforça que a desintrusão da Terra Indígena Munduruku seguirá de forma contínua e estratégica, com monitoramento aéreo, novas incursões e investigações para desarticular completamente a estrutura do garimpo ilegal na região. As forças de segurança e fiscalização permanecerão em atuação para garantir que as áreas protegidas sejam efetivamente preservadas e que os responsáveis pelas infrações sejam responsabilizados. (Gov)

Polícia
Polícia Federal deflagra operação contra associação criminosa especializada em crimes cibernéticos
Os principais alvos do esquema eram clientes vinculados à Caixa Econômica Federal, mas outras instituições bancárias também foram afetadas – Fotos: Assessoria (PF)
(PF) – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22/1), a Operação CHAES, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no desenvolvimento e uso de malwares bancários para a prática de fraudes financeiras em larga escala, além de lavagem de capitais.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campinas/SP e de Caldas Novas/GO, incluindo localidade vinculada ao suspeito desenvolvedor do malware. Além disso, foi decretado o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados pela associação criminosa.
A investigação, conduzida pela Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE) com o apoio da Coordenação de Repressão a Crimes de Alta Tecnologia (CCAT) da PF, apurou que o grupo utilizava o malware CHAES, consistente em um programa de múltiplos estágios altamente sofisticados, projetado para “roubar” informações sensíveis de clientes de instituições financeiras, como credenciais bancárias e dados de pagamento.
A Polícia Federal reforça seu compromisso em combater os crimes cibernéticos e contribuir com a proteção do sistema financeiro nacional e a segurança cibernética no Brasil. Novas diligências estão sendo realizadas e a investigação continua para identificar outros possíveis integrantes do esquema.
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